quarta-feira, 14 de maio de 2014

30: Um diálogo

30?!
Não minta!
Você não tem pinta,
De quem já chegou nos trinta!

Mas é verdade.
Esta é minha idade.
E com toda a sinceridade,
Ela não é sinônimo de maturidade.

Mas me explica essa história,
Porque se não me falha a memória,
Te vi esses dias em glória,
Por causa de uma grande vitória.

Não lembro do que está falando.
Só sei que ainda vivo sonhando.
E continuo sempre errando.
Mas de qualquer forma estou buscando.

Os mais velhos também erram.
Só não se entregam.
Eles observam,
E simplesmente relevam.

Tá, faz sentido,
É diferente comigo.
Mal cuido do meu umbigo.
Ainda escuto os amigos.

Isso todo mundo faz.
Amigos nos dão paz.
É legal o que cada um traz
Para fazer de nós algo mais.

Então vou esperar.
Ver no que vai dar.
A idade chegar
E eu não mudar.

Isso que é engraçado!
Você achar que não tem mudado...
Este é o único fato confirmado:
Você tem se reinventado!

Então fiquei perdida.
Parece que fui advertida
Sobre a constância da vida
E agora a lógica foi invertida.

O que você não entende?
Sobre o fato de que a gente aprende,
Cresce e compreende,
Compra e depois vende?

É que parecia surpreso com minha idade.
E minha opinião sobre minha maturidade.
Agora já nem sei mais de verdade
O que tentou dizer com tanta complexidade.

Bom, agora que estou exposto,
Mesmo indisposto,
Vou fazer seu gosto:

30 é muito para seu rosto!

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