terça-feira, 16 de junho de 2015

Raízes da Vivi

Vivo em constantes inconstâncias.
Ou será inconstantes constâncias?

Sei que vivo querendo um apego
Tentando desenvolver mais um mesmo enredo

Enquanto continuo olhando para longe
Para tudo que este mundo, esta vida, ainda esconde

Tem que haver um lugar para chamar de meu
Um canto do mundo onde minha raiz se escondeu

Mas só de pensar nela, me sinto presa.
É melhor assim, ela lá e eu na mesma.

Esta mesma de sempre, aceitando o mundo
Este jeito que é as vezes até um pouco vagabundo

Porque o fazer nada é parte do fazer tudo.
Ao fazer nada que vejo o que posso mudar, então mudo.

Encontro novos caminhos e traço novos objetivos.
Construo novos ninhos e alimento pensamentos positivos.

Porque no fundo, no fundo, tudo que vem é bom.
Não importa quanto, tamanho, ou tom.

Sempre chega e nos anima,
Se não, pelo menos ensina.

E é por isso que deixo minha raiz ali de lado.
O solo dela ainda não está preparado.

Agora ainda é hora de se mexer
Se cutucar e desenvolver.

Buscar e aprender.
Explorar e esclarecer.

Vivo nessa, vivo naquela, sem preconceito.
Nunca a mesma e sempre daquele jeito.

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