quarta-feira, 27 de julho de 2016

Me perco Me encontro

De repente me encontro
E tão repentinamente me perco

Ontem tinha casa, carro, cargo e fardo
Tinha objetivos e rumo
Hoje só tenho as mochilas e ideias
Hoje largo tudo e sumo

Para onde afinal?
Qualquer lugar. Que tal?

Qualquer um. E todos.
Conhecer muitos. E poucos.

O mundo inteiro está ao meu alcance.
A Terra gira e mostra possibilidades.
Tudo posso neste próximo lance.
Mas preciso focar nas verdades.

As verdades que busco dentro de mim.
As verdades que quero enfrentar e conhecer.
As verdades que não são tão fáceis assim.
Que precisam aflorar e se desenvolver.

Novamente me vejo com poucas coisas.
Com menos propriedades.
É hora de viver como quem ousa
Desafiar de fato a sociedade

Um desafio do bem, não quero conflito.
Não brigo com ninguém, só quebro mitos.

O mito de que sucesso é medido em dinheiro.
O mito de que estabilidade é o jeito certo.
O mito de que cada um precisa de herdeiro.
E o mito de que amar é sempre ficar perto.

Com poucas coisas me pego achando que é muito.
O desapego vai ficando cada vez mais real.
Cada vez que faço isso é com algum intuito.
No foco, algo como evitar o normal.

O normal é repetitivo e meio chatinho.
O normal é meio superficial e preso.
Todo dia algo igualzinho.
Tudo sempre o mesmo.

Então me solto para buscar amor e paixão.
Me liberto para as aventuras.
Me preparo para incerteza e confusão.
E para vivenciar loucuras.

E no meio de tudo isso, me percebo encontrada.
Na verdade não me sinto nada perdida.
É nessas horas que me vejo mais centrada.
Pois este é o meu sentido da vida.

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