E se esta pessoa fosse você?
E se fosse seu peito aberto aí, esparramando tudo?
Porque será que abriu afinal? Estava cheio de sentimentos bons pedindo pelo amor de Deus para serem espalhados pelo mundo? Estava cheio de coisas pesadas e doloridas que você já não aguentava mais carregar?
O que diria cada bloquinho libertado destes?
Os meus, eu acho...
Alguns teriam nomes de pessoas. Pessoas que moram no meu coração. Que guardo ali dentro, nos cantinhos mais especiais.
Mas... A verdade é que também teriam nomes de pessoas que guardo mágoas. Algumas lembranças nem tão boas, coisas que ainda não consegui deixar para lá. É que as vezes parece tão simples deixar passar, mas as vezes não acontece. Tem coisa que parece que gruda e demora para sair. Este bloquinhos bem que poderiam cair numa fogueira e derreter longe de mim para sempre. A vida vem me mostrando que não é bem assim, mas eu bem que gostaria, viu?
Tenho certeza que alguns bloquinhos também teriam nomes de profissões. Coisas como veterinária, diretora de marketing da Harley Davidson, professora de matemática, capitã da seleção feminina de futebol, vocalista dos Titãs ou qualquer banda cover do Bon Jovi. Enfim, estas coisas que já quis ser. Que achei que seria. Algumas até tentei ser. Tipo, tentei do meu jeito, né?
Alguns bloquinhos sairiam voando, mais leves que o ar. Estes bloquinhos eu adoro! Eles teriam alguma memória escrita, algum momento. Uma mesa de bar, uma roda de amigos, um violão ao redor de uma fogueira, uma viagem de carro, um joguinho de futsal qualquer, um passeio com gente amada e cachorrinhos. Quem se aproximasse mais destes, conseguiria até ouvir boas risadas, daquelas cheias de alegria mesmo, e sentir a energia de um abraço carinhoso e acolhedor.
O que mais? O que mais...
E se fossem meus bloquinhos? E se fossem meus bloquinhos...
Nem sei. Piraria um pouco. Certeza. Por mais que eu tente, com certeza tem coisa aí que não estou preparada para o mundo ver. Aquelas sombras, sabe? Aquelas partes que fazem de mim gente. Momentos de aprendizado. Momentos de lições. As horas em que o ego falou mais alto que o coração, em que a raiva venceu o amor, em que meus limites se manifestaram e não tive ferramentas para fazer nada produtivo a respeito. Estes aí são mais difíceis de deixar sair.
No fim, sei lá. É tanto bloquinho, tanta coisa, tanta gente, tanto sentimento, tantas memórias... Que nem sei. É tudo pedacinho da gente, pedacinho de gente, pedaço gente! Pedaço.
É isso, no fim cada coisa é um pedaço e nós somos o inteiro. Tudo junto. Junta tudo e temos cada um de nós, que as vezes desmorona mesmo. Mas, o bom da coisa é que somos feitos como Lego de fato. Quando desmonta, as pecinhas podem se montar novamente. Podem se montar igual ou diferente. É sempre a gente.
E você? E se estes bloquinhos fossem os seus?
E se fosse seu peito aberto aí, esparramando tudo?
Porque será que abriu afinal? Estava cheio de sentimentos bons pedindo pelo amor de Deus para serem espalhados pelo mundo? Estava cheio de coisas pesadas e doloridas que você já não aguentava mais carregar?
O que diria cada bloquinho libertado destes?
Os meus, eu acho...
Alguns teriam nomes de pessoas. Pessoas que moram no meu coração. Que guardo ali dentro, nos cantinhos mais especiais.
Mas... A verdade é que também teriam nomes de pessoas que guardo mágoas. Algumas lembranças nem tão boas, coisas que ainda não consegui deixar para lá. É que as vezes parece tão simples deixar passar, mas as vezes não acontece. Tem coisa que parece que gruda e demora para sair. Este bloquinhos bem que poderiam cair numa fogueira e derreter longe de mim para sempre. A vida vem me mostrando que não é bem assim, mas eu bem que gostaria, viu?
Tenho certeza que alguns bloquinhos também teriam nomes de profissões. Coisas como veterinária, diretora de marketing da Harley Davidson, professora de matemática, capitã da seleção feminina de futebol, vocalista dos Titãs ou qualquer banda cover do Bon Jovi. Enfim, estas coisas que já quis ser. Que achei que seria. Algumas até tentei ser. Tipo, tentei do meu jeito, né?
Alguns bloquinhos sairiam voando, mais leves que o ar. Estes bloquinhos eu adoro! Eles teriam alguma memória escrita, algum momento. Uma mesa de bar, uma roda de amigos, um violão ao redor de uma fogueira, uma viagem de carro, um joguinho de futsal qualquer, um passeio com gente amada e cachorrinhos. Quem se aproximasse mais destes, conseguiria até ouvir boas risadas, daquelas cheias de alegria mesmo, e sentir a energia de um abraço carinhoso e acolhedor.
O que mais? O que mais...
E se fossem meus bloquinhos? E se fossem meus bloquinhos...
Nem sei. Piraria um pouco. Certeza. Por mais que eu tente, com certeza tem coisa aí que não estou preparada para o mundo ver. Aquelas sombras, sabe? Aquelas partes que fazem de mim gente. Momentos de aprendizado. Momentos de lições. As horas em que o ego falou mais alto que o coração, em que a raiva venceu o amor, em que meus limites se manifestaram e não tive ferramentas para fazer nada produtivo a respeito. Estes aí são mais difíceis de deixar sair.
No fim, sei lá. É tanto bloquinho, tanta coisa, tanta gente, tanto sentimento, tantas memórias... Que nem sei. É tudo pedacinho da gente, pedacinho de gente, pedaço gente! Pedaço.
É isso, no fim cada coisa é um pedaço e nós somos o inteiro. Tudo junto. Junta tudo e temos cada um de nós, que as vezes desmorona mesmo. Mas, o bom da coisa é que somos feitos como Lego de fato. Quando desmonta, as pecinhas podem se montar novamente. Podem se montar igual ou diferente. É sempre a gente.
E você? E se estes bloquinhos fossem os seus?

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