quarta-feira, 28 de junho de 2017

Amar ou amor?

Amar ou amor?
O a ou o O?

O mundo quer que meninas amem meninos.
Menina com menina? Nem sempre permitimos.

E como lidar com este sentimento?
Precisaria de mais entendimento.

O amor é regrado?
Alguém está encarregado?

De dizer o que sim e o que não?
O que pode ou não o coração?

E aí fazemos o que? Abafamos?
Um sentimento lindo, guardamos?

Alguém é grande suficiente para guardar amor?
Tipo, dentro de si, guardar todo o calor?

Como se guarda algo que é maior que todos nós?
Como se comprime uma coisa que tem sua própria voz?

Porque é que se sai do armário?
Rebeldia? Pelo contrário!

A gente sai do armário porque dentro dele é abafado.
Porque ali o amor fica sem ar, sem cor, isolado e apertado.

O amor precisa sim estar fora do armário, no mundo!
Precisa ser visto, compartilhado, replicado e profundo!

O preconceito, infelizmente existe.
Afinal, tem gente que insiste.

Insiste em colocar o amor em caixas e categorias.
Acredita que o amor precisa de regras e melhorias.

Para estes mesmos, vamos sair e esbanjar!
Vamos viver em liberdade e amar!

Afinal, quem se vê no direito de definir e limitar o amor alheio,
só pode ainda estar precisando de mais amor em seu meio.

Então, partiu amar muito, de verdade!
Aquele amor de alegria e liberdade!

Para que todos sejam contagiados e compreendam.
Para que todos fiquem admirados e entendam.

Que o amor verdadeiro é um só.
De homem, mulher, tia, ou avó.

Com este amor todo espalhado sentido,
ele aos poucos se tornará mais permitido.

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