Uma vez que abri mão de qualquer ideia perfeita, me considero de centro.
Duvido da ideia de que uma sociedade justa é criada através de governos, leis, e regulamentações.
Duvido igualmente da ideia de que é criada dando liberdade às pessoas e ao mercado.
Mas, mesmo assim, frequentemente me chamam de esquerdista. As pessoas que o fazem focam no fato de que sou declaradamente feminista, abertamente GLBT, a favor de políticas de cotas, anti status quo, e anti honras, ritos, e formalidades artificiais.
E, ironicamente, praticamente com a mesma frequência, sou chamada de direita. Afinal, tenho superior completo, sempre viví em bairros e áreas com bom transporte público, luz, esgoto, falo 3 idiomas, fiz e usei meu passaporte muito antes de bancar minhas próprias viagens, conheço diversos países, convivo com pessoas estudadas, entituladas, qualificadas, bem sucedidas, minha renda me garante muito além do básico necessário, facilmente consigo trabalho em áreas, empresas, e cargos da minha escolha, e geralmente estes cargos são de gestão ou liderança.
Enfim, para quem vê de fora e julga sem buscar conhecer, sem aceitar a pluralidade do ser humano, é só uma questão de ângulo. De onde você me vê?
Se me vê numa mesa de bar, tomando cerveja de qualquer marca, falando abertamente sobre drogas, sexo e poesia com os amigos e amigas que são orgulhosamente parte das militâncias feministas e GLBT+, sou a Vivi esquerdista.
Por outro lado, se me encontra num restaurante sofisticado, após participar de uma palestra sobre tecnologia ou inovação, falando de estratégia, orçamento, planejamento, rentabilidade, e gestão de equipes com os amigos e amigas que são empresários, contadores, doutores, gestores, sou a Vivi de direita.
O que se perde nos dois casos, é que na verdade sou tudo isso. Sou ambos e cada um. Tudo ao mesmo tempo.
A Vivi da boemia leva com ela toda a bagagem, conhecimento, e acesso que a Vivi quadradinha conquistou.
A Vivi que anda na linha traz sempre a leveza, o jogo de cintura, a criatividade, a abertura, e a positividade que só a Vivi mais solta é capaz de manter.
Tudo isso, neste momento em que os 2 países com que me identifico estão tão divididos (EUA na era Trump e Brasil na onda Bolsonaro), me deixa triste, pois vejo as pessoas se afastando cada vez mais.
A necessidade de se estar de um lado ou do outro está criando pessoas incapazes de refletir, dialogar, questionar, crescer, e agregar de forma justa e equilibrada.
A empatia parece estar ficando cada vez mais rara.
Quem perde com isso? A humanidade. Todos nós.
Duvido da ideia de que uma sociedade justa é criada através de governos, leis, e regulamentações.
Duvido igualmente da ideia de que é criada dando liberdade às pessoas e ao mercado.
Mas, mesmo assim, frequentemente me chamam de esquerdista. As pessoas que o fazem focam no fato de que sou declaradamente feminista, abertamente GLBT, a favor de políticas de cotas, anti status quo, e anti honras, ritos, e formalidades artificiais.
E, ironicamente, praticamente com a mesma frequência, sou chamada de direita. Afinal, tenho superior completo, sempre viví em bairros e áreas com bom transporte público, luz, esgoto, falo 3 idiomas, fiz e usei meu passaporte muito antes de bancar minhas próprias viagens, conheço diversos países, convivo com pessoas estudadas, entituladas, qualificadas, bem sucedidas, minha renda me garante muito além do básico necessário, facilmente consigo trabalho em áreas, empresas, e cargos da minha escolha, e geralmente estes cargos são de gestão ou liderança.
Enfim, para quem vê de fora e julga sem buscar conhecer, sem aceitar a pluralidade do ser humano, é só uma questão de ângulo. De onde você me vê?
Se me vê numa mesa de bar, tomando cerveja de qualquer marca, falando abertamente sobre drogas, sexo e poesia com os amigos e amigas que são orgulhosamente parte das militâncias feministas e GLBT+, sou a Vivi esquerdista.
Por outro lado, se me encontra num restaurante sofisticado, após participar de uma palestra sobre tecnologia ou inovação, falando de estratégia, orçamento, planejamento, rentabilidade, e gestão de equipes com os amigos e amigas que são empresários, contadores, doutores, gestores, sou a Vivi de direita.
O que se perde nos dois casos, é que na verdade sou tudo isso. Sou ambos e cada um. Tudo ao mesmo tempo.
A Vivi da boemia leva com ela toda a bagagem, conhecimento, e acesso que a Vivi quadradinha conquistou.
A Vivi que anda na linha traz sempre a leveza, o jogo de cintura, a criatividade, a abertura, e a positividade que só a Vivi mais solta é capaz de manter.
Tudo isso, neste momento em que os 2 países com que me identifico estão tão divididos (EUA na era Trump e Brasil na onda Bolsonaro), me deixa triste, pois vejo as pessoas se afastando cada vez mais.
A necessidade de se estar de um lado ou do outro está criando pessoas incapazes de refletir, dialogar, questionar, crescer, e agregar de forma justa e equilibrada.
A empatia parece estar ficando cada vez mais rara.
Quem perde com isso? A humanidade. Todos nós.
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