Afinal, quem sou eu?
Sou o adulto? Responsável, estudado, organizado, controlado, decidido, esclarecido, batalhador e maduro que lê, explica, pede, orienta, mostra, pensa, considera e pondera? Que quer sucesso e status?
Ou sou a criança? Espontânea, brincalhona, bagunceira, emotiva, indecisa, desentendida, preguiçosa e passional que desenha, curte, sonha, faz, transparece, age, esquece e fala? Que quer atenção e carinho?
No fundo somos tudo isso, né? As vezes até ao mesmo tempo...
Porque era tão gostoso ser criança e sonhar com sucesso e status.
E nada é tão bom do que enquanto adulto receber amor e carinho...
Criança que lê, explica e mostra é um barato!
Assim também são os adultos que desenham, transparecem e falam...
Na verdade o barato mesmo é ser criança meio adulta e depois o adulto meio criança. E daqui a pouco tudo denovo. Afinal é assim que as coisas se equilibram.
Até porque ser um só sai caro, e sai mesmo.
Até porque ser um só sai caro, e sai mesmo.
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