"onde não podes amar não te demores"
Uma frase tão simples e tão profunda.
Joguei ela no Google, para tentar dar crédito ao autor aqui. No fim das contas, esta frase se encontra atribuída a tanta gente, que poderíamos dizer aqui que ela é minha, e estaria tudo certo. Mas não está. Não é.
Enfim, para mim, ela chegou da minha terapeuta, psicóloga. Na última ou penúltima seção que fiz antes de sair para uma viagem meio longa, eu estava lá me doendo por causa de uma situação no trabalho. Eu me abria sobre o fato de que, contrário do meu normal, sairia da empresa em questão sem entregar tudo que eu queria ter entregue e tinha me imaginado entregando.
Na real, esta empresa foi um grande desafio. Um aprendizado gigante. Eu enxerguei diversas coisas a serem feitas. Muitas eu mesma era capaz de fazer. Outras eu não era capaz, mas sabia quem era e poderia ter indicado, contratado, orientado, etc. Eu também queria ter mentorado melhor a equipe, dado mais espaço para eles se desenvolverem, engajarem e aprenderem. Mas, nada disso aconteceu. Pelo menos não aconteceu como eu gostaria. Digamos que se o que eu poderia ter feito seria os 100%, eu entreguei 10% ou 15%.
Para a empresa em si, estes 10 ou 15 já estavam de bom tamanho. Eles precisavam de muita ajuda. Mas, para mim, eu comigo mesma, me frustrei. Era disso que eu falava. E falava. E me abria. E me indignava. Comigo mesma. Com a gestão da empresa. Com o conceito de entrega. Com minha identidade de boa profissional. Etc, etc, etc.
Ela me ajudou a enxergar que desde que eu tinha entrado lá eu reclamava de falta de espaço, de não ser ouvida, de não conseguir desenvolver meu trabalho ou colocar meus talentos para funcionar na prática. Ela me lembrou das n vezes que eu relatei trocas difíceis, resistência ao feedback, e reuniões litigiosas (que muitas vezes nem eram comigo).
Enfim, ela me ajudou a enxergar que a nossa entrega depende sim do ambiente. Onde não conseguir dizer, fazer, pensar e criar, é claro que não conseguimos entregar. Neste sentido, ela apoiava a minha viagem e saída da empresa que fazia parte da situação. E esta foi a frase que ela usou.
"onde não podes amar não te demores"
Coisa linda! Perfeita.
Lá eu não podia amar! Eu não podia amar a equipe, porque eu não podia colocar em prática as ações e atitudes que eu entendo como amor de um líder ou gestor com seu time. Eu não podia amar a mim mesma, porque as demandas, o ambiente, e as expectativas estavam completamente desalinhadas com as minhas ambições, a minha busca, e os meus objetivos. Eu simplesmente não podia amar.
A frase foi perfeita. A decisão de sair também. Eu não me demorei.
Desde aquele momento, aquela seção, a frase ecoa na minha mente e nas minhas memórias.
Fico lembrando das tantas situações nas quais eu me culpei, nas quais eu insisti, nas quais eu tentava fazer a coisa fluir.
Hoje eu entendo uma coisa: Ninguém tem que fazer a coisa fluir. Quando a coisa está certa, ela flui. Ponto.
Aquilo que flui, flui porque quer, quando quer e onde quer. Isso vale para a nossa energia. E para o nosso (meu) amor!!
"onde não podes amar" fique tentando coisas diferentes até conseguir? Não.
"onde não podes amar" vá mudando seu jeito de ser até poder? Não.
"onde não podes amar" aprenda que você não é amável? Não.
"onde não podes amar" desenvolva as habilidades para conter seu amor dentro de si? Não.
Não, não e não.
Chega de tudo isso.
"onde não podes amar não te demores"
O mundo é muito cheio de ódio, rancor, julgamentos, violência, agressividade, materialismo, mentiras e tantas coisas que doem. Precisamos de amor. Precisamos amar.
"onde não podes amar não te demores"
Vaza daí! Vaza de lá!
O amor é um só. Amor que é amor, não tem definição, explicação, nem manual de instrução.
Quando a gente sabe o que é amor, acaba sabendo também o que não é.
"onde não podes amar não te demores"
Guarde seu tempo, seu talento, suas energias, e suas alegrias para lugares, pessoas, trabalhos e situações onde você possa amar. Onde possa criar e realizar. Onde possa colaborar e participar. Onde possa se entregar e entregar.
Uma frase tão simples e tão profunda.
Joguei ela no Google, para tentar dar crédito ao autor aqui. No fim das contas, esta frase se encontra atribuída a tanta gente, que poderíamos dizer aqui que ela é minha, e estaria tudo certo. Mas não está. Não é.
Enfim, para mim, ela chegou da minha terapeuta, psicóloga. Na última ou penúltima seção que fiz antes de sair para uma viagem meio longa, eu estava lá me doendo por causa de uma situação no trabalho. Eu me abria sobre o fato de que, contrário do meu normal, sairia da empresa em questão sem entregar tudo que eu queria ter entregue e tinha me imaginado entregando.
Na real, esta empresa foi um grande desafio. Um aprendizado gigante. Eu enxerguei diversas coisas a serem feitas. Muitas eu mesma era capaz de fazer. Outras eu não era capaz, mas sabia quem era e poderia ter indicado, contratado, orientado, etc. Eu também queria ter mentorado melhor a equipe, dado mais espaço para eles se desenvolverem, engajarem e aprenderem. Mas, nada disso aconteceu. Pelo menos não aconteceu como eu gostaria. Digamos que se o que eu poderia ter feito seria os 100%, eu entreguei 10% ou 15%.
Para a empresa em si, estes 10 ou 15 já estavam de bom tamanho. Eles precisavam de muita ajuda. Mas, para mim, eu comigo mesma, me frustrei. Era disso que eu falava. E falava. E me abria. E me indignava. Comigo mesma. Com a gestão da empresa. Com o conceito de entrega. Com minha identidade de boa profissional. Etc, etc, etc.
Ela me ajudou a enxergar que desde que eu tinha entrado lá eu reclamava de falta de espaço, de não ser ouvida, de não conseguir desenvolver meu trabalho ou colocar meus talentos para funcionar na prática. Ela me lembrou das n vezes que eu relatei trocas difíceis, resistência ao feedback, e reuniões litigiosas (que muitas vezes nem eram comigo).
Enfim, ela me ajudou a enxergar que a nossa entrega depende sim do ambiente. Onde não conseguir dizer, fazer, pensar e criar, é claro que não conseguimos entregar. Neste sentido, ela apoiava a minha viagem e saída da empresa que fazia parte da situação. E esta foi a frase que ela usou.
"onde não podes amar não te demores"
Coisa linda! Perfeita.
Lá eu não podia amar! Eu não podia amar a equipe, porque eu não podia colocar em prática as ações e atitudes que eu entendo como amor de um líder ou gestor com seu time. Eu não podia amar a mim mesma, porque as demandas, o ambiente, e as expectativas estavam completamente desalinhadas com as minhas ambições, a minha busca, e os meus objetivos. Eu simplesmente não podia amar.
A frase foi perfeita. A decisão de sair também. Eu não me demorei.
Desde aquele momento, aquela seção, a frase ecoa na minha mente e nas minhas memórias.
Fico lembrando das tantas situações nas quais eu me culpei, nas quais eu insisti, nas quais eu tentava fazer a coisa fluir.
Hoje eu entendo uma coisa: Ninguém tem que fazer a coisa fluir. Quando a coisa está certa, ela flui. Ponto.
Aquilo que flui, flui porque quer, quando quer e onde quer. Isso vale para a nossa energia. E para o nosso (meu) amor!!
"onde não podes amar" fique tentando coisas diferentes até conseguir? Não.
"onde não podes amar" vá mudando seu jeito de ser até poder? Não.
"onde não podes amar" aprenda que você não é amável? Não.
"onde não podes amar" desenvolva as habilidades para conter seu amor dentro de si? Não.
Não, não e não.
Chega de tudo isso.
"onde não podes amar não te demores"
O mundo é muito cheio de ódio, rancor, julgamentos, violência, agressividade, materialismo, mentiras e tantas coisas que doem. Precisamos de amor. Precisamos amar.
"onde não podes amar não te demores"
Vaza daí! Vaza de lá!
O amor é um só. Amor que é amor, não tem definição, explicação, nem manual de instrução.
Quando a gente sabe o que é amor, acaba sabendo também o que não é.
"onde não podes amar não te demores"
Guarde seu tempo, seu talento, suas energias, e suas alegrias para lugares, pessoas, trabalhos e situações onde você possa amar. Onde possa criar e realizar. Onde possa colaborar e participar. Onde possa se entregar e entregar.
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